TEM CALOURO NO CAMPUS:
acolhimento, alegria e novas amizades

Muitos pensam que a universidade pública é uma grande oportunidade para se conseguir uma ótima formação profissional e ter um futuro tranquilo com um bom salário. A universidade tem um papel social muito maior do que formar profissionalmente as novas gerações. Ela é um centro de gestar sonhos, ideias e projetos; produzir conhecimentos e tecnologias para tornar melhor a vida de todos, buscando minorar o sofrimento principalmente das populações mais empobrecidas e excluídas. É essa a dimensão ético-política da universidade, muitas vezes registrada no Projeto Político Pedagógico de cada curso universitário.

Para transformar as estruturas da realidade brasileira que provocam profundas desigualdades sociais, não precisamos apenas de bons administradores, bons médicos, bons engenheiros, bons professores, bons jornalistas etc. O Brasil necessita sim de uma administração ética, de uma medicina ética, uma engenharia ética, uma educação ética, um jornalismo ético… E o que é isso? É a descoberta de cada calouro em sua passagem pela universidade.

Portanto, a experiência universitária mais completa implica não apenas uma abertura intelectual para novos conhecimentos, mas também uma postura ética de convivência na diversidade e de solidariedade com o outro. O diálogo, mesmo que conflitivo, é sempre o melhor caminho para o trabalho coletivo que muitas vezes implica posições divergentes.

E desde o primeiro dia de permanência na universidade, pode se construir aquilo que chamamos de espírito universitário: sonho, esperança, curiosidade, (auto)crítica, disposição e abertura para o novo, respeito ao outro e às diferenças.

Março de 2018.

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